A atitude filosófica

O que é uma atitude filosófica?

Infelizmente, vivemos tão presos a uma rotina ou alienados em um mundo automatizado, que perdemos diversos insights ao longo de nossa breve existência.

Sinceramente, a vida passa tão rápido para ser vivida de qualquer jeito, não é mesmo?

Estamos como que habituados ou aprisionados a um modelo de vida que sequer temos força, ou curiosidade, para enxergar além daquilo. Os filósofos costumam elencar três etapas fundamentais para que ocorra uma atitude filosófica:

  • O Estranhamento;
  • O Questionamento;
  • O Discurso;

E do jeito que a vida está (pelo menos tem sido), pouco nos importamos com as perguntas, e queremos logo as respostas. Contudo, acredito que não são as respostas que possuem o poder de mudar as coisas, de mudar a vida – são as perguntas. E quanto melhor for a qualidade de sua pergunta, maior será a exigência da qualidade da resposta.

Se você se contenta com pouco, uma resposta que satisfaça ali (mesmo que não seja a melhor) já está valendo. Se você não se contenta com a mediocridade, uma resposta rasa não lhe é suficiente, pois há por trás disso, um questionamento que não se contenta com qualquer coisa.

Mas super valorizamos as respostas e perdemos a qualidade de nossos questionamentos. consequentemente, vamos nos tornando incapazes de questionar.

Ora, pode haver alguma mudança sem questionamento?

Sobre a Percepção

Quando perguntamos para alguém o que é percepção, a resposta quase que geral é perceber. E está correta! Percepção é a forma de perceber aquilo que está à nossa volta, e para isso fazemos uso dos nossos sentidos. Os sentidos são as ferramentas que utilizamos para interagir com o mundo. Desde Aristóteles, culturalmente, elenca-se cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato.

Há ainda aqueles que apontam um sexto sentido: a intuição (as mulheres são experts no assunto… kkk).

Porém, nem tudo é o que parece. Obviamente somos enganados por nossos sentidos, mas também conduzidos por eles para à luz do conhecimento. Ao olhar para a lua naquela noite estrelada a vemos tão pequena, mas claro que ela é bem maior do que o tamanho que a vemos. Ao ver duas pessoas cochichando e olhando para nós, logo deduzimos que estão falando da gente – e curiosamente, geralmente não pensamos coisas boas.

Daí a importância da percepção, pois os sentidos são as ferramentas. Porém, essas ferramentas devem ser bem utilizadas. Cá entre nós: ver e enxergar são coisas distintas; escutar e ouvir, comer e degustar, cheirar e sentir o aroma, tocar ou tatear, não se tratam de sinônimos exatos (bem, para o dicionário pode até ser, mas para a vida não).

Ouvir, todos os que possuem esse sentido são capazes; porém escutar tem se tornado cada vez mais raro – não à toa, hoje em dia, escutar é uma virtude.

Enxergar, basta ter o sentido da visão, mas ver é um exercício – e olha que tem muita gente que vê coisa onde não tem e não vê coisa onde tem… (brincadeira)

Na correria do dia, sequer temos direito de ter uma alimentação regular, que dirá saudável. Porém, se alimentar não pode ser um mero hábito biológico, mas deve ser encarado como um prazer – apreciar o alimento que se come, degustar cada sabor – elevando o nível do masterchef!

Quando você vai comprar um perfume, não pega o primeiro que está na prateleira – você escolhe aquele que mais gosta e se identifica – opa, eu falei, se identifica? Exato. Cada um se identifica com determinados aromas, ou seja, aqueles aromas identificam quem você é, por meio do perfume que exalam. E por um instante que seja, você potencializou o seu sentido do olfato para além do odor de transpiração ou daquele cheiro desagradável, mas apoderou-se de inspirar o suave perfume do aroma daquilo que lhe é agradável, apetecível e/ou identificável com sua personalidade.

Faça a experiência à noite, ao apagar as luzes do quarto. Até que sua visão se acostume, não será capaz de enxergar nada, mas não significa que os objetos saíram de lugar – eles estão ali. Mas você, por meio de apalpadelas, vai se dirigindo até a cama ou o banheiro, etc. Aí você pode até dizer que já tem memorizado o caminho. Certo. Mas para memorizá-lo, com certeza você passou por esse processo de tatear , ou de arrastar os pés no chão bem devagar. Ou quem nunca verificou o pó de uma mobília tateando o dedo nela? Interessante o quanto o sentido do tato é imprescindível para a relação amorosa entre as pessoas. Pelo toque de um para com o outro é possível perceber o amor.

A percepção é a libertação dos sentidos da esfera biológica. Ela é o meio pelo qual nossos sentidos se elevam e se mostram em sua maior potência, pois um gesto simples de enxergar uma paisagem , por exemplo, se transforma em um estágio de contemplação da natureza.

Perceber o mundo, a si mesmo, as pessoas à sua volta, à natureza, enfim… Exige uma elevação do espírito humano, enquanto humano, nessa escala evolutiva da vida sobe a terra.

Aumente seus níveis de percepção! #ficaadica

Somos apenas humanos

Há inúmeros super-heróis no mundo da fantasia, com tantos poderes. Cada um com suas habilidades, que usando para o bem, vencem os inimigos e salvam o mundo de uma destruição calamitosa.

No mundo da fantasia é tudo perfeito. O super-herói, por mais dificuldades que venha a enfrentar, sempre vence.

Na vida real, fora do mundo da fantasia, há tantos outros super-heróis: há aquele que acorda de madrugada para enfrentar as dificuldades do seu dia a dia; há aquela pessoa que tem o dever de cuidar de uma criança e ensinar sobre bondade e generosidade num mundo cada vez mais egoísta; há aqueles que lidam com o sofrimento alheio e sentem seu coração despedaçar mediante a dor do outro; há aqueles que aguentam humilhações e mais humilhações por conta de um salário de miséria; os que enfrentam horas de espera em uma fila para um atendimento nada satisfatório, e tantos outros super-heróis do dia a dia, do cotidiano. Poderia citar tantos exemplos…

Infelizmente gostaria de dizer que você, por mais que lute, não é um super-herói como aqueles dos quadrinhos; você é um ser humano.

Sabe aquele ser humano que precisa se alimentar (claro), que precisa pagar as contas, educar os filhos, cumprir com as exigências e expectativas sociais… Você é esse ser humano, mas também aquele ser humano que precisa olhar no espelho e se perceber uma pessoa que também é necessitada de si. Você precisa descansar, respirar, meditar, precisa amar e ser amado, precisa se divertir… Você não é um super-herói que deve estar sempre à disposição para salvar a todos, você tem limites!

Você é simples e complexo; áspero e delicado; único e coletivo; nascido para amar e ser amado; um ser que se sente imbatível e impotente, enfim…

Você é assim. Um ser humano que acerta e que erra; que sabe e que não sabe; que faz e que não faz. Além de tudo isso, e acima de tudo isso, você é um ser humano que pensa e que sente.

Você já se sentiu a si mesmo por dentro? Você já parou alguma vez para reconstruir os cacos que ficaram quebrados e que estão jogados dentro de ti? Você já percebeu e já se deu o valor inestimável que você pode se dar?

Somos apenas humanos, e não super-heróis!

Cuide-se! Nos sobrecarregamos com tantas e tantas coisas que acabamos nos perdendo de nós mesmos, das pessoas que que amamos e que nos amam, e das atividades que gostamos de fazer.

Afinal, a vida é um breve tempo na terra. Não vale a pena vivê-la de modo apressado ou ligado no piloto automático!

O lado bom da vida

“O homem é o lobo do homem”.

Essa frase é do dramaturgo Plautus (séc III a.C) que se tornou célebre por conta do filósofo inglês Thomas Hobbes que fora inserida em sua famosa obra ‘Leviatã”.

Dizer que o homem é o lobo do homem é afirmar que o maior inimigo do homem é o próprio homem. Hobbes faz essa referência pois quer alertar que, segundo sua filosofia, o ser humano é um ser egoísta, que só pensa, em primeiro lugar, satisfazer suas necessidades e vontades, mesmo que para isso seja necessário passar por cima do outro. O ser humano é mau, em sua origem, em seu princípio.

Certamente já nos deparamos com pessoas assim, egoístas que só pensam em si, que pouco se importam com as necessidades dos outros. Parece não ser um mal social ou fruto do capitalismo. Segundo o nosso filósofo, o ser humano é egoísta e pronto. Há pessoas que insistem em gravitarem sobre si mesmas, ou ainda aquelas que exigem que os outros gravitem ao seu redor… o mundo deve girar ao redor delas, tudo deve estar em função delas, e assim por diante.

Obviamente, essa é a visão de nosso autor (que não está de todo errado). Por outro lado, podemos encontrar pessoas também que fazem a diferença na vida dos outros, que deixam sua marca de modo positivo na vida das pessoas… Há aquelas que não fazem questão da luz do sol, mas se realizam com o brilho da lua (se é que me entende). Pessoas boas de coração que com um simples gesto parecem ter o poder de transformar uma avalanche de emoções negativas em uma brisa leve e tranquila de serenidade.

Pessoas assim, de fato, são cativantes. Que nos mostram não o lado ruim da humanidade, mas o lado bom. Mostram que há chance, que é possível ainda acreditar.

Da mesma forma que existem pessoas assim, capazes de despertar o lado bom da vida, existe em cada um nós potencial para que também despertemos em nós e nos outros essa visão positiva da vida.

É fácil falar em lado bom da vida quando tudo está bem, mas falar sobre as coisas boas quando tudo parece estar ruindo é um desafio e tanto. Mas, sinceramente, focar aquilo que está dando errado, faz com que deixemos de olhar para aquilo que pode dar certo (ou que já está dando).

Às vezes permitimos que algo que não deu certo em um minuto, estrague as vinte e três horas e cinquenta e nove minutos restantes do dia.

Pergunte a si mesmo se não vale mais a pena ver o lado bom da vida. Vai lá… O poder que tem um sorriso, um abraço, uma palavra, um gesto é inestimável!

O bom da vida é ser feliz. Então seja. Seja feliz do seu jeito, não do jeito dos outros. Cada um tem seu eito, seu modo, sua maneira, sua possibilidade de ser feliz. Não se lamente pelo que você não tem, mas celebre pelo que tem. Veja o lado bom da vida, a presença e não a ausência. Não seja preso ao que te frustrou, ou ao que chateou, ou ao que não deu certo.

Seja livre. Seja você.

A artimanha do amor

Já reparou como as pessoas são lindas, maravilhas, vivem vidas excepcionais? Não? Pois repare nas redes sociais, tudo é perfeito, lindo e maravilhoso. Cada um vive uma vida digna de aplausos. Nas redes sociais parece ser tudo um conto de fadas, todos são modelos, todos são talentosos, todos são (de alguma forma) pessoas que devem ser notadas.

As pessoas postam o que querem, ora mudando uma coisinha aqui outra ali, para sair perfeita a postagem. Aí nos apaixonamos pelo modo de vida daquela pessoa, nos apaixonamos pelo estilo de roupa, pela maquiagem, pelas belas palavras que são postadas, pela rotina, pelas fotos (diga-se de passagem, é cada uma mais linda que a outra). Enfim, deu para entender… Nas redes sociais é tudo tão lindo que nos apaixonamos por aquilo que as pessoas postam (mesmo que essa postagem seja mais artificial que natural).

O amor tem uma certa semelhança com esse processo. Quando nos apaixonamos por alguém, na realidade e não na virtualidade, nos apaixonamos pelas virtudes dela, pelas coisas boas, nos inspiramos, nos realizamos, nos satisfazemos em estar com aquela pessoas por tantas e tantas qualidades – vemos somente os arquétipos que criamos em nós mesmos. Mas como nem tudo é um conto de fadas, com o tempo começam a aparecer não só as virtudes, mas os vícios, os defeitos, aquela ideia contrária, aquela atitude que foi estranha a nós, aquele gesto, aquela palavra que desagradaram, e assim por diante. Quando ocorre a pessoa começar a notar os ‘defeitos’ da outra pessoa, é como se esses defeitos fossem minando o amor que estava brilhando nos olhos do amante, e são ofuscados pelas gritantes não qualidades do amado.

Pois é…

Amamos o mundo, amamos a natureza, amamos a Terra. Mas amamos o lixo que está na terra? Quando falamos que amamos a natureza, está incluso os malditos pernilongos? Você seria capaz de fazer um piquenique num lixão e apreciar a paisagem? Acho que não!

Concorda então, que amar as qualidades de alguém é tão fácil, mas que amar seus defeitos é um esforço hercúleo? A essa atitude de poder contemplar a pessoa (com suas virtudes e defeitos) e ainda assim, querer estar ao seu lado, é o que chamamos de amor!

E aí? Já amou alguém ou o que aquela pessoa tinha a oferecer?

Pense nisso!

Clichês

Então, tava aqui pensando:

Sabe aquelas cumprimentos que as pessoas usam habitualmente?

Oi. Tudo bem?

Será que as pessoas querem mesmo saber se está tudo bem com você, como anda a sua vida?

Será que aqueles que estão cumprimentando, realmente se importam com você?

Na Idade Média havia uma disputa teórica muito intensa entre os nominalistas e os realistas. Os realistas diziam que os nomes, as palavras carregam a essência das coisas, ou seja, a palavra maçã não é apenas uma maça, mas traz em si, o objeto maçã. Neste exato momento, por exemplo, você nem estava pensando em maçã, mas só o fato de eu mencionar uma maçã você já pensou nela. Por outro lado, os nominalistas diziam que a palavra maçã (seguindo o mesmo exemplo) seria apenas um nome qualquer, pois o objeto (no caso, a fruta) poderia ter qualquer outro nome, mas não deixaria de ser a fruta em si.

Meio confuso, mas vamos lá…

Quando as pessoas cumprimentam as pessoas perguntando como elas estão, será que realmente querem saber isso (realista) ou é apenas uma palavra qualquer (nominalista)?

E quando dizem: “Se você está feliz então está tudo bem”. Será que querem realmente dizer isso? Será que sua felicidade é algo tão precioso assim para aquela pessoa, a ponto de colocar sua opinião e seu ponto de vista em segundo plano?

Ou será apenas mais um clichê?

Parece que nso prendemos tanto à superficialidade, à aparência.. que hoje em dia ser honesto consigo mesmo, com o outro, ser sincero é quase um crime, visto como estranho. Estranho isso, não?

Não me parece que seja maldade. Assim não seria uma atitude hipócrita ou de falsidade. Mas simplesmente falar por falar, sem sequer prestar conta daquilo que se está falando. Falar por falar, fazer por fazer, sentir por sentir, pensar por pensar… Parece mais atitudes que entramos no automático e, infelizmente, esquecemos do real significado de cada coisa.

O que acha?

Uma nova visão

O filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980) não concebia uma natureza humana, mas sim uma condição humana de existência, ou seja, um conjunto de limites a priori concebidos para esboçarem a situação fundamental do sujeito no universo. Segundo ele, um desses limites a priori é a liberdade, visto que é o seu exercício que move o ser humano durante a sua breve existência. É ela, a liberdade, em seu exercício, que definirá o ser humano enquanto tal.

Se para o filósofo, a liberdade é o valor constituinte da condição humana, e seu exercício é o que o definirá enquanto tal, a máxima sartreana “Não importa o que fizeram de você, mas sim o que você faz com aquilo que fizeram de você”, então as inúmeras situações que passamos por nossas vidas devem, necessariamente, passar por uma ressignificação por nós mesmos. Ou seja, se trata de dar uma interpretação autoral para cada situação que vivenciamos – não se trata de simplesmente assumir aquilo que vem de fora como sendo seu, como situações impostas pela vida e pronto. Se elaborar é justamente a ressignificação de um trauma, a partir do momento que o exercício da liberdade conduz o ser humano à refazer/modificar aquilo que fizeram com ele, a passagem de um processo de heteronomia para a autonomia fica cada vez mais evidente. Neste ponto, convergem a psicanálise freudiana e o existencialismo sartreano.

A vida do sujeito pode ser marcada por diversos eventos, mas é imprescindível que esses eventos sejam postos à mesa e ressignificados. Definitivamente, cada um de nós deve exercer o direito de opinar sobre sua própria vida, deve ter o direito de se manifestar sobre si mesmo. Tem, não só o direito, mas o dever, de sair da platéia, ou de um papel coadjuvante de sua história para exercer o papel principal.

  • Vai ficar no anonimato em sua própria vida até quando?
  • Vai permitir que os outros ditem a sua vida até quando?

“Não importa o que fizeram com você, mas sim, o que você faz com aquilo que fizeram com você”

Você pode tomar uma postura conformista, uma postura de lamentação, uma postura de abstrair e seguir em frente, uma postura de reviravolta e transformar aquilo em uma potência em sua vida.

O que é o amor?

Os povos gregos da Antiguidade tinham uma concepção de amor mais desenvolvida do que a que temos hoje. Para eles, amor não é um conceito que abarca uma infinidade de gestos, atitudes, sentimentos, etc. Essa é a ideia que se tem hoje a respeito do amor. Um irá dizer que amor é sentimento, outro que é decisão racional consciente, outro que é afeto, outro que é atitudes, e assim por diante.

Para os gregos, amor não é amor, mas classificações dele. De antemão podemos entender o amor em, pelo menos, três esferas (expondo as mais significativas). A primeira dessas esferas se trata do amor enquanto Eros. Foi o filósofo Platão quem citou o Eros como a esfera do amor. Ele (Eros) é desejo, e conforme o filósofo, só se deseja aquilo que não se tem. Assim, a primeira esfera do amor é desejo. Se há desejo, há amor – ao passo que que falta desejo, falta amor. Aristóteles, outro filósofo grego e discípulo de Platão, já entendia o amor de uma forma diferente. Se para Platão amor era desejo (de forma a viver uma espécie de ausência daquilo), para Aristóteles o amor se trata de Philia. Ele a entendia como sendo uma relação não de desejo, mas de alegria e de contentamento. Se Eros é desejo, e só se deseja aquilo que não tem, Philia é alegria, júblio por aquilo que se tem. Estaria, portanto, Eros na esfera do privado, uma que o desejo quer privacidade, não ser revelado; e estaria Philia na esfera do público, ao passo que a alegria não se retrai, mas se expande. O desejo no escondido, a alegria no revelado.

De uma forma bem supérflua, diríamos que Eros abarca a esfera do romance, do erotismo, da paixão. Já Philia abrange a amizade, os relacionamentos entre pais e filhos, amigos. Mas há ainda um terceiro viés a mencionar: o Ágape. Os antigos entendiam ágape como um amor que transcende a materialidade, se trata de uma ligação de espírito – muito mais voltado para aspectos caritativos e de generosidade. Fazer um bem a outra pessoa é ter um gesto de amor voltado para o Ágape; construir uma amizade sincera e verdadeira (não coleguismo) volta-se para a Philia; estar envolto de desejo e ardendo de paixão por algo ou alguém é voltar-se para o Eros.  

Já ouvi pessoas dizendo que amor verdadeiro só amor de pai e mãe. Oras… Será que existe amor falso? Só o fato de ser falso, já não é amor. Concorda? Não gostaria de entrar em aspectos religiosos nesse texto. Basta dizer que entre casais que se apaixonam existe amor sim; entre amigos verdadeiros, há amor sim; entre gestos de gratidão, reconhecimento, acolhimento e caridade, há amor sim. Cada um mediante uma esfera daquilo que se entende por amor. Um casal, por exemplo, que não se deseja, como dizer que se amam? Um casal que não se alegre na companhia do outro, como dizer que se amam? Um casal onde um não é capaz de fazer algo extraordinário por outro, como dizer que se amam?

O amor vai muito além daquilo que imaginamos. Falando do meu ponto de vista, se retirar o amor da vida, extingue-se a própria vida. Afinal, o amor é o grande motor que movimenta a vida humana, nas suas mais diversas maneiras de vivenciá-lo.

E você, o que acha disso?

Livres de espírito!

Sartre, filósofo francês, dizia que o homem está condenando à liberdade, ou seja, não há outro motivo de viver para o homem que não seja na liberdade.

Mas afinal de contas, o que é liberdade?

Falamos tanto em liberdade de expressão, liberdade de ir e vir, liberdade de pensamento, liberdade de viver, liberdade de fazer, liberdade de consumir, etc…

Qual seria o significado de liberdade pra você? O que seria ‘ser livre’?

Já encontrei muitas pessoas em minha vida que aparentavam ser livres, mas estavam acorrentados por dentro, com uma amargura, um ódio, um rancor, uma mágoa, inveja, angústia, decepções, desilusões. Livres por fora, presas por dentro. Nesse sentido, de que adiantaria uma liberdade de ir, de falar, de fazer ou qualquer outra, se a liberdade de ser você mesmo não for vivenciada?

Acredito que não exista liberdade maior senão aquela que te possibilita ser você mesmo. Veja que não importa a situação, não importa com quem, não importa onde nem quando, ser quem você, de fato é, não tem preço.

Ouvi uma frase que dizia o seguinte: todo o dinheiro do mundo não é capaz de comprar um segundo de tempo, nem o que se passou nem o que virá. Queremos tanto ser livres, temos o sonho da liberdade – e somos presos ao tempo!

Agora pare e pense um pouquinho em quantas vezes você, com seus pensamentos, foi longe a ponto de se desligar do aqui e agora. Nossa… faço isso direto. Naqueles momentos, é como se nos desconectarmos do quando e do onde, é como se não houvesse barreiras para o tempo e espaço – nos sentimos totalmente livres com relação a isso – ganhamos nossa liberdade de espírito de ir para o onde e quando, não importando as distâncias nem de tempo e nem de espaço.

Essa sim, considero a verdadeira liberdade: a de espírito. É essa liberdade de espírito que nos revela e nos mostra quem realmente somos. E aquele que tem a ousadia, a coragem, a audácia de viver esse ser a si mesmo, livre no seu espírito, esse merece meu respeito, pois não é aquilo que está fora que ferirá a sua liberdade interior – poderá passar por várias coisas, mas sua liberdade interior estará intacta.

Não são as limitações do mundo exterior que a atingem, mas aquelas postas por ela mesma em seu mundo interior.

Não se prenda. Liberte-se!

Sobre expectativas e frustrações!

Você já se frustrou? Se decepcionou? Certamente.

E o pior é que as frustrações e as decepções parecem que vêm de quem mais amamos, não é mesmo?

Pra ser sincero, toda decepção é antecedida por uma expectativa. Quanto maior a expectativa, se não for alcançada, maior será a frustração ou decepção.

Dessa forma, uma decepção está diretamente relacionada com a expectativa criada.

Os estoicos tinham um grande segredo para lidar com a decepção. Como sou um cara legal, vou dizer pra vocês esse grande segredo: simplesmente,

Não ter expectativas.

Olha, soa meio estranho para nós, num mundo no qual vivemos e em nossa realidade, não ter expectativas. Esses caras eram bons no que faziam… Eles conseguiam viver uma vida sem nutrir expectativas e, consequentemente, as chances de qualquer decepção ou frustração eram mínimas. Eles se preocupavam com aquilo que estavam sob o controle deles, aquilo que não estava sob o poder deles de fazerem algo, não se importavam ou minimizavam.

Esperar um pedido de casamento, em um jantar romântico, e não acontecer, gera uma frustração daquele que esperava, mas não naquele que nem passava pela cabeça dele em o fazer.

Uma promoção no emprego que você luta para conseguir, mas não consegue, gera frustração desânimo, raiva, etc…

Uma resposta de uma entrevista de emprego, de um pedido de namoro, o recebimento de uma encomenda, enfim…

Mas se ao invés de gastar tanta energia com possibilidades que podem acontecer ou não, você se esforçar em viver o seu melhor naquilo que você pode assim fazer, sem nutrir expectativas de retorno, retribuição ou recompensa?

Nossos amigos estoicos viviam isso com maestria. E querendo ou não, davam uma solução para suas vidas não atingirem o patamar da frustração: não nutrir expectativas.

O que você acha?