A escolha do terapeuta

Nos dias de hoje cada vez mais tem-se apresentada uma demanda por terapia. As pessoas, por diversos motivos, tem buscado por tratamento terapêutico a fim de auxiliar em suas queixas cotidianas.

Contudo, o processo terapêutico envolve alguns fatores que são primordiais para o sucesso da terapia. Dentre eles, sem sombra de dúvidas, está na pessoa do terapeuta.

A escolha do terapeuta inicia-se desde o primeiro contato. É imprescindível que a pessoa se sinta bem, se sinta à vontade, se sinta confortável com a pessoa do terapeuta. Não se trata de uma simples ‘indicação do profissional’. Pode ser que para uma pessoa, aquele terapeuta seja excelente, para outra não. Vale lembrar que se sentir à vontade vai desde o primeiro contato, seja por telefone, email, redes sociais, pessoalmente, etc.

Ao terapeuta, é muito importante que seja uma pessoa que escute, que acolha, que tenha a destreza de fazer o paciente se sentir acolhido, importante, alguém que transmita confiança, ‘um alguém’ pronto para ouvir. Afinal de contas, a pessoa que busca por terapia busca, na verdade, por um porto seguro, acima de tudo, para conversar sobre suas emoções, libertar sentimentos e frustrações ocultas. Sendo assim, é imprescindível que seja criado um vínculo entre o cliente/paciente e o terapeuta.

Outro aspecto de suma importância é o sigilo profissional entre paciente/terapeuta. Uma vez que a pessoa busca por um porto seguro, compete ao terapeuta fazer as vezes de Continente para ele. A confiança conquistada para que ocorra a abertura emocional dos traumas, relacionamentos, sentimentos conturbados, etc, passa, necessariamente, pelo sigilo. O paciente deve se sentir completamente seguro de que o que for levado em terapia, ficará somente ali.

O terapeuta precisa ser alguém que capaz de entender as necessidades do paciente. Dessa forma, a empatia não é o único elemento para o bom andamento da terapia. Faz-se necessário, uma boa base teórica também. A formação do profissional é um aspecto extremamente relevante para a escolha do terapeuta. E por falar em formação, não se trata apenas do nome de uma instituição na qual foi formada, mas na contínua formação e reciclagem. O profissional deve estar sempre em constante formação e aprimoramento.

Como mencionamos acima, a escuta é o caminho de toda terapia. Por isso mesmo, o respeito mútuo livre de preconceitos e julgamentos é outro elemento importante para a terapia. Um terapeuta que age com julgamentos e preconceitos certamente irá diminuir e prejudicar não só a terapia, mas principalmente, a própria percepção do paciente.

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A importância da terapia

Longe de ser uma ‘coisa para louco’, a terapia auxilia qualquer pessoa que deseja ter uma relação mais saudável consigo mesmo e com outras pessoas ao seu redor.

Num mundo cada vez mais acelerado, cheio de mudanças, aumenta exponencialmente o número de pessoas que se sentem frustradas, ansiosas ou, até mesmo, depressivas. Sendo assim, precisamos dar importância e atenção à nossa saúde mental.

A psicoterapia tem a intenção de diminuir sofrimentos, interpretar os eventos e acontecimentos da vida de uma pessoa. Justamente por isso, é recomendada para qualquer pessoa que deseja melhorar aspectos emocionais em sua vida e não somente para quem tem algum tipo de transtorno mental. 

O papel do terapeuta é de auxiliar o paciente na busca por respostas, fazendo-o entender o porquê do surgimento de certos pensamentos e atitudes, além de criar uma facilitação para que a pessoa verbalize e tenha autoconsciência de si mesma.

Podemos elencar, pelo menos, cinco razões para se fazer terapia:

  • Livrar-se das dependências;
  • Aumentar a autoconfiança;
  • Conviver com o medo;
  • Lidar com sentimentos;
  • Criar relações saudáveis;

Não tenha medo de se ajudar!

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Um ‘novo’ a ser descoberto

O hábito é a prática constante de algo que empreendemos fazer ou ser.

Existem hábitos considerados bons e hábitos considerados ruins. Em todo o caso, o hábito requer uma disciplina na repetição.

Os hábitos, por mais arraigados que possam estar, podem ser mudados. Todavia requer uma força extra a ser emanada de dentro de nós.

Nisso, há a diferença entre estímulo e motivação. A motivação é o que impele uma pessoa a ir além dela mesma, ir além daquela situação, ir além daquele hábito. O estímulo ajuda, mas sem motivação, acaba por se perder no caminho.

Outro ponto importante é que substituir um hábito por outro, além da motivação, requer coragem e determinação.

O novo assusta, nos tira da zona de conforto e exige uma mudança interior. Podemos mudar os cenários, mas se não houver uma mudança no interior, não adiantará em nada.

Infelizmente, o novo desperta encanto, mas também resistências inúmeras, que por vezes, não estamos dispostos a superá-las.

Agora pense em quantas coisas você poderia ter feito diferente, mas não o fez porque sentiu medo ou  se prendeu a algo que te paralisou?

A descoberta do novo pode trazer benefícios incríveis para a nossa vida! Ocorre que, por vezes, na balança de nossas escolhas, pesa mais a segurança do momento que o risco da novidade. Abrimos mão de muitas coisas em nome da estabilidade e da segurança!

Para o nosso próprio crescimento, precisamos aprender a enfrentar as dificuldades e modificá-las – não evadi-las.

A Utopia

Em 1516 o filósofo inglês Thomas More escreveu uma obra intitulado “A utopia”.

Obviamente o intuito deste texto não é transmitir um resumo da obra, mas sim, uma pequena análise.

O filósofo viveu entre os séculos XV e XVI. Foi um grande defensor da liberdade de pensamento e crítico da sociedade contemporânea. A obra se trata de uma crítica ferrenha à Inglaterra de sua época, e um convite para uma sociedade imaginária que seria considerada a ideal pelo autor – contrapondo os pontos de injustiça e intolerância vivenciadas.

A palavra utopia pode ser traduzida, literalmente, como o ‘não lugar’ – aquele lugar que não existe. No romance o protagonista se lança em uma viagem rumo à utopia.

O que gostaria de explorar neste texto é justamente o fato de que, independente de existir ou não, de haver uma sociedade perfeita, justa, boa, e com todos os atributos que sejam dignos de louvor… Enfim, não se trata, especificamente, de um lugar, mas de um modo de vida. Modo de vida esse que devemos, nós mesmos, construir.

Ir a um lugar que não se está requer uma mudança, ou várias mudanças: mudança de lugar, de costumo, de pensamento, de paradigmas. alcançar o novo requer que se mude o antigo, caso contrário, será apenas mais do mesmo.

UTOPIA OU PATRIOTISMO

Além disso, a viagem até a utopia se trata, também, de uma viagem de esperança, onde espera-se alcançar esse estado de harmonia – daí o nome de utopia ser entendido como um sonho que é inalcançavel. Mas aí nos deparamos com uma das grandes virtudes da vida humana: a esperança, o sonho. Não à toa a esperança foi a única a se manter dentro da caixa de Pandora!

Para alcançar um sonho, muitas das vezes requer que haja mudança de hábitos, de rotina, de visão de mundo. E esse sonho só será alcançado se houver luta e empreendimento para tal.

Ficar estagnado na mesmice não adiantará de nada.

A obra de Thomas More, deixando de lado os aspectos filosóficos / políticos / sociológicos, pode nos proporcionar uma grande lição para a nossa vida… Dar um upgrade em nossa mente e em nossa alma. Vivemos em um mundo cerceado por desespero, desesperança, morte e destruição. Aquele que preserva dentro de si a chama acesa – mesmo que bruxuleante – da esperança, da capacidade de sonhos, criar, se reinventar… Esse consegue alcançar um raio de visão além daquilo que se vê.

Há os que conseguem enxergar com uma visão dilatada da mente e da alma; há os que se limitam à visão da retina dos olhos.

Os nossos heróis

Quando estamos indo a algum lugar que não conhecemos e parecemos estar perdidos é desesperador…

É, de fato, desesperador estar perdido em um lugar desconhecido.

Mas há alguma diferença com a vida? Por maiores que sejam as seguranças que nos apoiam, a vida é sempre um caminhar a frente, em direção a um desconhecido, e que nos perdemos inúmeras vezes.

Não faz parte do script da vida acertar sempre. Os erros, as perdas, os desencontros, tudo isso vem num pacote completo!

É claro que não contamos apenas com desgraças e coisas ruins. Coisas boas, experiências fantásticas também fazem parte do aparato.

Porém, é mais comum do que se imagina, desanimar ao longo da travessia, a perda de fôlego, uma angústia que parece consumir por dentro. São tantas as pessoas que se sentiram assim, se sentem assim, e ainda hão de experienciar isso.

Na mitologia grega ouvimos falar dos heróis, aqueles seres humanos que foram capazes de realizar grandes feitos, atos verdadeiramente virtuosos.

Dessa ideia deduzo que todos os seres humanos são verdadeiros heróis, não nos grandes feitos para outros contemplarem, mas heróis do dia a dia, com suas batalhas e lutas diárias.

A vida é uma caixinha de surpresas, boas e ruins. As boas podem ser celebradas; as ruins devem ser superadas. E aí é que aparecem os heróis de dentro de nós! Superam as adversidades, driblam os obstáculos, superam decepções, extrapolam expectativas, lidam com a desilusão e percalços, etc.

Como disse acima, por vezes nos vemos perdidos ou presos em uma situação que nos consome e destrói por dentro (e por fora). Mas a vida nos aponta pra frente, não podemos ficar estagnados ali, olhando pra um lado e pro outro sem ter qualquer tipo de reação. A vida quer nos dizer que devemos prosseguir, extrair o melhor de nós e ir além daquela situação;

Os heróis devem resplandecer em nossa face!!!

O aqui e agora é um momento precioso. Mas é só um momento. Seja um presente bom ou ruim, ele só será um presente vivenciado por você, se você, de fato, viver.

Não se perca nas estradas da vida… Não se perca nas estradas do seu interior!

Viva o presente – Aponte para o futuro.

Pílula 07: Uma questão de comunicação

O emissor, a mensagem, a linguagem e o receptor são os elementos de uma comunicação. Quanto melhor for desempenho de cada personagem nesse processo, melhor será o entendimento da comunicação, mais clara ela será.

O emissor pode transmitir uma mensagem de diversas formas: oral, escrito, imagens, gestos, sons, etc… Porém,

é imprescindível que a mensagem seja clara e objetiva, minimizando possíveis interpretações – a comunicação deve ser eficaz.

Ocorre que o emissor é responsável pela sua mensagem, mas nem sempre o receptor a interpreta com a ideia de quem transmitiu.

Falamos, escrevemos, gesticulamos, enfim… Estamos nos comunicando constantemente com as pessoas que fazem parte do nosso mundo. Mas uma palavra, por exemplo, pode ter diversos significados, dependendo da pessoa que escuta, pois cada pessoa carrega em si, uma mundo diferente do outro, cheio de significados.

As palavras, os gestos, as imagens não são simplesmente o que parecem ser. E numa vida tão tumultuada, conectada, agitada, por vezes nos desligamos daquilo que podemos transmitir ao outro, pois imputamos a nossa métrica aos outros, ou seja, os outros devem ter os mesmos parâmetros que nós, quando, na verdade, cada um tem a sua métrica, o seu modo de ver. Por vezes, as métricas se ajustam, por vezes, não.

Por outro lado, imagine um mundo cheio de iguais, onde a única possibilidade seria sempre mais do mesmo… Daquilo que já existe e acontece, sem qualquer novidade ou alguém que esteja lá para dar uma opinião diferente. Seria possível haver uma sociedade de humanos assim?

A diversidade de subjetividades é um imenso patrimônio na humanidade.

Num tempo que a comunicação parece ter sobressaltado patamares na escala de valores da humanidade, a interpretação subjetiva ganha ares de imperador e se impõe. Daí a importância do respeito e de uma comunicação cada vez mais eficaz.

O que você acha disso?

Pílula 06: É preciso saber viver

Esse título da canção composta por Erasmo e Roberto Carlos é bem significativo: saber viver.

Como sabemos se estamos vivendo? O que seria viver?

Não quero me alongar muito, mas com certeza, viver é muito diferente de sobreviver. O idioma inglês usa o verbo to be tanto para ‘ser’ quanto para ‘estar’, mas cá pra nós, ser doente não é a mesma coisa que estar doente, assim como ser feliz não é o mesmo que estar feliz; ou seja, há muita diferença entre viver e viver.

Ao longo de nossa breve vida passamos por tantas coisas: alegrias e tristezas, honras e decepções, etc… No entanto, podemos estar seguros de que, se em nosso interior houver uma força a nos impulsionar, passaremos pelas tormentas que se levantam contra nós.

O motivo, o objetivo, o porquê que se encontra no interior de cada um, nos leva além de qualquer como que possamos encontrar em nosso exterior.

O que quero dizer é que dentro de cada um nós, trancafiados nos baús que trazemos dentro de nossa alma, é possível encontrar a força para superar aquilo que encontramos pela frente.

A união entre o ‘porquê’ e a atitude só pode resultar em coragem (cor = coração e agir) – aquele que age com o coração.

Que a força esteja com você!

Pílula 05: A Ilha

Imagine um mundo sem espelhos, onde as pessoas não pudessem ver seus reflexos. Aliás, melhor ainda, imagine um mundo sem reflexos de imagens. Difícil imaginar isso, não é mesmo?

A ideia dessa pergunta é justamente levar você a pensar um pouquinho comigo. Me acompanhe, por favor. Uma ilha vive sozinha, consiga mesma. Ela não consegue se ver, se notar, não sabe como ela é, pois nunca viu sua própria imagem. Ah Gerson, fala sério…

Tá bem, então. Imagine agora pessoas vivendo nesse mundo sem reflexos. Como elas conheceriam a aparência de seu próprio rosto? Ah, se outra pessoa a desenhasse, talvez. Mas mesmo assim, aquele desenho não seria ela, apenas a imagem dela. Seria a imagem da pessoa, fora da pessoa, ou seja, ela só poderia se ver se a imagem dela saísse dela. Entendeu?

Em inúmeras situações, só conseguimos ter uma visão holística se sairmos de nós mesmos, ou seja, nos desprendermos de nossos ideais, por um instante, e olharmos além deles, fora deles. Se for o caso, após um breve reconhecimento da imagem que se vê, pode-se voltar aos seus ideais de outrora ou então, abandoná-los e se ancorar em novos paradigmas.

Fato é que estando na ilha não teremos uma visão da ilha, somente se sairmos dela. Aí sim, avistaremos a paisagem proporcionada pela ilha. O mesmo vale para nós… O processo de autoconhecimento requer uma saída de si mesmo para enxergar a si mesmo, dentro de um determinado contexto.

E aí? Topa o desafio?

Pílula 04: A nossa responsabilidade

Temos uma incrível facilidade de culpabilizarmos os outros por situações desagradáveis e/ou difíceis pelas quais estamos passando.

Parece que o problema está sempre no outro. E para pôr a culpa em outrem, é impressionante como aparecem tantos ‘demônios’ que podemos culpar… Eles começam a vir à tona em nossa mente, como um filme vão passando um por um. Enfim, sentamos na tribuna e logo fazemos os julgamentos condenatórios de todos esses ‘demônios’.

Mas será que se refletirmos com calma não ficará visível nossa parcela de responsabilidade frente ao caos que vivenciamos e culpamos os outros? Há alguma responsabilidade de nossa parte? É muito fácil encontrar os ‘demônios’ de fora e isentar os ‘demônios’ em nós… Se é que me entende.

Reflita um pouco sobre isso

Um novo ainda mais novo

Você já ouviu falar em kintsugi?

Se trata de uma técnica centenária japonesa de reparar peças cerâmicas quebradas. A técnica consiste em utilizar laca com pó de ouro a fim de juntar novamente os cacos da peça danificada. Ocorre que , inevitavelmente, a peça reparada acaba levando em sua estrutura as cicatrizes do reparo. A peça não é uma peça nova, mas desgastada com o tempo, e por conta dos traumas sofridos, exige as marcas de uma nova estética e não os esconde. Muitas dessas peças se tornam mais valorizadas que antes de terem passado por essa técnica.

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É possível vislumbrar, facilmente, a filosofia do kintsugi em nossa vida. Ao longo do tempo conhecemos fracassos, perdas, frustrações, desenganos, decepções, e assim por diante. A exemplo da peça cerâmica, ficamos ‘em cacos’ por dentro. Há tantos fragmentos de nós mesmos em nosso interior que mal conseguimos nos sentir… Tantas dores.

Infelizmente, muitos preferem maquiar suas dores e as escondem, tentando manter a aparência perfeita, uma aparência inabalável, que não fora atingida, que não aconteceu nada, que está bem. Tristemente, somos pressionados pela sociedade a mostrarmos uma vida plena, feliz e perfeita – o sentido da vida consiste no sucesso, na perfeição, na glória, no consumismo, etc.

Lamento dizer, somos vulneráveis. Sofremos… sofremos e sofremos sim. Há sofrimentos físicos, sofrimentos psíquicos, sofrimentos emocionais… Esconder ou mascarar isso é sua própria desilusão. Alguns filósofos afirmam que somos aquilo que é nossa memória. Uma pessoa que perde sua memória não sabe mais quem é. Assumir as dores do interior é o primeiro passo da técnica kintsugi aplicada à nossa vida. Aliada à memória podemos contar com a imaginação, a senhora criatividade – ela nos concede uma infinidade de possibilidades para a nossa realidade, principalmente mediante as adversidades.

Na técnica kintsugi o tempo de secagem é um fator determinante. A resina de laca com pó de ouro pode levar semanas (até meses) para endurecer, garantindo a coesão e durabilidade. Assim, o processo de maturação em nós demanda tempo… tempo esse que exige paciência – infelizmente, vivemos tão afobados, sem tempo para respirar direito – vivemos sem paciência.

Precisamos lembrar que, por maiores que sejam as fraturas em nossa alma, é possível sim, restabelecê-la – e para um estado melhor que o anterior, exibindo as cicatrizes de ouro carregadas em nossa história. Não há uma dor, por maior que seja, que tenha o poder de destruir uma alma humana – é possível a restauração.

Você é incrível: acredite nisso!!!