Infelizmente, a mentira mais danosa é aquela que contamos para nós mesmos.
Habitualmente, confunde-se bem-estar/ser e bem-ter. O bem-estar/ser (digamos assim) é o ato de estar bem consigo mesmo, nos conduz à uma saúde física e uma maturidade seja psicológica, emocional e espiritual. Já o bem-ter é uma tratativa paliativa que a sociedade oferece como uma forma de taparmos, momentaneamente, nossas feridas existenciais.
Somos que forçados a crer que a felicidade se trata de uma meta a ser alcançada como um um bem externo, quando, na verdade, precisamos atingi-la a partir de dentro.
Pessoas trabalhando naquilo que não gostam e/ou não se identificam, para comprarem aquilo que não precisam, a fim de viverem um determinado status social digno de ser notado.
Aparentemente, esse discurso soa um tanto revolucionário, por dizermos assim. Anarquista, comunista, ou qualquer outro ‘ista’ que se queira denominar. Mas não! Aqui se trata de um modo de vida baseado em um certo consumo desenfreado no qual se ancora a razão ser/existir, na qual se consiste o sentido da vida. Por mais que usemos discursos que tentem, a todo custo, justificar uma atitude assim, aquele discurso de que se quer o melhor para os filhos, que a aposentadoria logo chegará, que dinheiro é para se gastar, ou aquele sonho de vida em ter ‘zilhões de bens’, na verdade é que somos que levados por um onda que nos impulsiona ao ter.
Cá pra nós… O mais importante tem se baseado em um certa quantidade de bens que se possui, e não na qualidade de vínculos que se constroem.
O autoengano se trata da falta de honestidade para consigo mesmo e nos leva a viver uma vida de ilusão e mentiras, uma vida superficial.













