Terapia familiar sistêmica

Virginia Satir, uma pesquisadora estadunidense, aclamada como uma das mais importantes terapeutas familiar, desenvolveu a teoria dos 5 papéis familiares.

São eles:

1. Acusador: é aquele membro da família que fica apontando os erros, as falhas, os enganos, os problemas;

2. Apaziguador: é o indivíduo que tentar colocar “panos quentes” nas brigas e desentendimentos, sem, entretanto, tentar ou procurar resolver a situação em definitivo;

3. Computador: é a pessoa que se mostra correta e age de forma apropriada, porém demonstrando pouca ou nenhuma emoção, talvez mascarando uma sensação de vulnerabilidade. Costuma se fechar em seu mundo como um intelectual distante;

4. Distraidor: buscam recorrer, com frequência, ao artifício do humor é emoções, como uma forma de fugir de determinada situação e/ou manipulação;

5. Nivelador: é aquele que busca comunicar-se de uma forma sincera, aberta e compreensiva sobre o que está acontecendo e busca, de verdade, uma maneira de melhorar o que quer que esteja causando o problema.

Importante frisar que as pessoas podem, em situações diferentes assumirem papéis diferentes. Portanto, não compete nenhum tipo de classificação. Mas sim, um modo para nos auxiliar em nossas relações familiares.

Nosso castelo interior

Quantos não são os cômodos do castelo interior que vamos construindo?

Cômodos que vão servindo para colocar tudo aquilo que não queremos mais, mas nos recusamos a jogar fora…

Cômodos que vão abrigando aquelas tralhas e bugigangas.

Há cômodos criados para abrigar nossas emoções e afetos; outros para abrigar memórias especiais; outros, ainda, abrigam memórias e afetos não tão agradáveis assim…

Imagina a confusão que deve ir criando em nossa mente com tanta coisa acumulada e que vamos camuflando em tantos sintomas?

A infindável mente humana

Em nossa mente correm livre as maiorias conexões e sintonia possíveis, de vários mundo que se separam e confrontam entre si…

Em nossa mente é possível estar e não estar, ser e não ser, ir e não ir, e tantas possibilidades inimagináveis…

Em nossa mente se escondem os nossos demônios e nossos anjos…

Em nossa mente vivenciamos, experienciamos, viajamos, imaginamos, vamos de um lado para outro, criamos asas e voamos…

Em nossa mente há tantas memórias boas, mas também as que não são tão boas assim; saudades, lembranças, nostalgias…

Sobre idas e vindas…

E então começamos a enxergar a vida com outros olhos…

Começamos a compreender que por trás das coisas há algum sentido, seja ele percebido ou não…

Começamos a buscar respostas para perguntas adormecidas…

Chega um momento que aquilo que fazia sentido já não faz mais…

Há um momento, um fato, um sentimento, uma ideia; e basta só um para fazer com que nosso mundo de uma volta de 180°.

Vamos nos percebendo, e entendemos que quem éramos já não somos mais…

Todavia, quem somos hoje não deixa de ser o resultado da equação de todo a nossa história até aqui.

Mudanças…

A mudança, seja ela qual for, requer esforço, luta, empenho, coragem, determinação.

Ao longo do processo dela, há muito obstáculos a serem superados, muitos desafios a serem vencidos, muita motivação a ser alimentada.

Uma mudança pode assustar, por conta do medo de algo novo por vir; por exigir a saída de uma zona de conforto, de uma posição estagnada e acomodada em si.

Todavia, a mudança que ocorre do interior para o exterior, aquela que vem de dentro para fora, que seja para edificação, será sempre bem-vinda.

Abrace as possibilidades!!!

A escolha do terapeuta

Nos dias de hoje cada vez mais tem-se apresentada uma demanda por terapia. As pessoas, por diversos motivos, tem buscado por tratamento terapêutico a fim de auxiliar em suas queixas cotidianas.

Contudo, o processo terapêutico envolve alguns fatores que são primordiais para o sucesso da terapia. Dentre eles, sem sombra de dúvidas, está na pessoa do terapeuta.

A escolha do terapeuta inicia-se desde o primeiro contato. É imprescindível que a pessoa se sinta bem, se sinta à vontade, se sinta confortável com a pessoa do terapeuta. Não se trata de uma simples ‘indicação do profissional’. Pode ser que para uma pessoa, aquele terapeuta seja excelente, para outra não. Vale lembrar que se sentir à vontade vai desde o primeiro contato, seja por telefone, email, redes sociais, pessoalmente, etc.

Ao terapeuta, é muito importante que seja uma pessoa que escute, que acolha, que tenha a destreza de fazer o paciente se sentir acolhido, importante, alguém que transmita confiança, ‘um alguém’ pronto para ouvir. Afinal de contas, a pessoa que busca por terapia busca, na verdade, por um porto seguro, acima de tudo, para conversar sobre suas emoções, libertar sentimentos e frustrações ocultas. Sendo assim, é imprescindível que seja criado um vínculo entre o cliente/paciente e o terapeuta.

Outro aspecto de suma importância é o sigilo profissional entre paciente/terapeuta. Uma vez que a pessoa busca por um porto seguro, compete ao terapeuta fazer as vezes de Continente para ele. A confiança conquistada para que ocorra a abertura emocional dos traumas, relacionamentos, sentimentos conturbados, etc, passa, necessariamente, pelo sigilo. O paciente deve se sentir completamente seguro de que o que for levado em terapia, ficará somente ali.

O terapeuta precisa ser alguém que capaz de entender as necessidades do paciente. Dessa forma, a empatia não é o único elemento para o bom andamento da terapia. Faz-se necessário, uma boa base teórica também. A formação do profissional é um aspecto extremamente relevante para a escolha do terapeuta. E por falar em formação, não se trata apenas do nome de uma instituição na qual foi formada, mas na contínua formação e reciclagem. O profissional deve estar sempre em constante formação e aprimoramento.

Como mencionamos acima, a escuta é o caminho de toda terapia. Por isso mesmo, o respeito mútuo livre de preconceitos e julgamentos é outro elemento importante para a terapia. Um terapeuta que age com julgamentos e preconceitos certamente irá diminuir e prejudicar não só a terapia, mas principalmente, a própria percepção do paciente.

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A importância da terapia

Longe de ser uma ‘coisa para louco’, a terapia auxilia qualquer pessoa que deseja ter uma relação mais saudável consigo mesmo e com outras pessoas ao seu redor.

Num mundo cada vez mais acelerado, cheio de mudanças, aumenta exponencialmente o número de pessoas que se sentem frustradas, ansiosas ou, até mesmo, depressivas. Sendo assim, precisamos dar importância e atenção à nossa saúde mental.

A psicoterapia tem a intenção de diminuir sofrimentos, interpretar os eventos e acontecimentos da vida de uma pessoa. Justamente por isso, é recomendada para qualquer pessoa que deseja melhorar aspectos emocionais em sua vida e não somente para quem tem algum tipo de transtorno mental. 

O papel do terapeuta é de auxiliar o paciente na busca por respostas, fazendo-o entender o porquê do surgimento de certos pensamentos e atitudes, além de criar uma facilitação para que a pessoa verbalize e tenha autoconsciência de si mesma.

Podemos elencar, pelo menos, cinco razões para se fazer terapia:

  • Livrar-se das dependências;
  • Aumentar a autoconfiança;
  • Conviver com o medo;
  • Lidar com sentimentos;
  • Criar relações saudáveis;

Não tenha medo de se ajudar!

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Novos ares

Uma das grandes fontes de conflitos subjetivos que geram adoecimento psíquico são as contradições entre os imperativos morais, éticos, de comportamento e conduta que são colocados pela cultura de uma sociedade e os desejos ou impossibilidades individuais.

Em nossa sociedade, um parâmetro muito difundido do “sucesso” individual é o estabelecimento de uma família, uma casa própria, a independência financeira, a autonomia dos pais. Não à toa Freud disse, em 1909 que

“Desprender-se da autoridade dos pais é uma das realizações mais necessárias e também mais dolorosas do indivíduo em crescimento. É absolutamente necessário que ele o faça, e podemos presumir que isso foi alcançado, em alguma medida, por todo aquele que se tornou normal. De fato, o progresso da sociedade baseia-se nessa oposição entre as duas gerações.”

Se é fato que na colocação de Freud há uma espécie de “naturalização” dessa necessidade, o fundamental é que ela denuncia, como está na base da descoberta psicanalítica, como o conflito entre a moral social e o não cumprimento dessa resulta em adoecimento. Assim, complementa: “Por outro lado, há uma classe de neuróticos cuja condição, percebemos, foi determinada pelo fracasso nessa tarefa.”

Particularmente desde a crise econômica que se inicia em 2008, e em grau ainda maior no mundo pós o advento da pandemia causado pela covid-19, vemos que essa “realização” se torna cada vez mais um ponto de hipocrisia da moral social, na medida em que o desemprego, o trabalho precário, os preços abusivos, a competitividade e o individualismo característicos do capitalismo são impeditivos concretos para a possibilidade de uma autonomia financeira.

Na clínica, são recorrentes os casos de adoecimento que estão de alguma forma ligados à sensação de “fracasso” de jovens que, sem ter condições econômicas, não conseguem corresponder ao ideal social com o qual compartilham.

Se a psicanálise não pode oferecer respostas a um problema que é social, ela pode ajudar o indivíduo a pensar sua localização subjetiva nesse conflito.