Já se sentiu tão frustrado a ponto de se considerar incapaz?
Incapaz de fazer, incapaz de ser, incapaz de sentir e assim por diante.
Mas já parou pra pensar que talvez, e talvez, o problema não esteja com você? Pois é… Somos cobrados a todo momento por uma regra que passamos a seguir e é de uma escala que não se enquadra na escala pessoal de cada um.
O que quero dizer com isso é que há vários padrões e normas de conduta ou de vida, parâmetros a serem seguidos de status e de felicidade. Com tal idade isso, com tal idade aquilo… Formação, fortuna, família, status… Tudo isso faz parte do pacote oferecido pelo mundo atual como promessa de felicidade. E muitas pessoas compram esse sonho.
Infelizmente, o sonho acaba virando pesadelo. Uma norma de vida vinda de fora, de uma forma heteronômea, agride profundamente a estabilidade do “eu subjetivo”, ou seja, agride a autoridade de si sobre si, levando-o a mal-estares psicológicos insuportáveis. Estou falando de culpa, remorso, expectativas, ansiedades extremas. Sem mencionar o fato de que se não nos sentimos em determinado padrão de vida, a esfera do pertencimento a algo que dê sentido pode ficar muito, ou totalmente, comprometido.
O que fazer, então? Ora, se você está mirando em um ponto específico, que, porventura, não seja o seu ponto, mas algo dado como meta e, ainda mais, determinada como meta de vida, te faz sofrer, que tal, ao invés de ficar labutando em acertar o alvo dado, você mesmo estipular o seu alvo, o seu objetivo?
Pense que o desafio pode não estar, necessariamente, no arqueiro, mas sim, no alvo. Se o alvo dado não é para você, troque de alvo. Mas não sofra porque “te disseram” que tinha que ser assim. Não deixe de ser dar conta quando você já tiver gasto uma vida, ou pelo menos muita energia dela, insistindo em um alvo que, no fundo, não te trouxe aquele bem-estar na alma.


